terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Última Deriva - II

Primeiro desvio até à barragem do Monte Novo que circundámos por uma picada e onde tomámos o primeiro banho numa enseada de nenúfares

Paragem na olaria de S. Pedro do Corval. Tempo para falar com os bem simpáticos artesãos

Dar uma voltinha pelos recônditos, tirar algumas fotos

e comprar algumas prendas para as namoradas

Chegada ao Alqueva. Monsaraz ao fundo. Acampamos aqui? Não, vamos até à Estrela.

Ah, aqui sim. Estrela, Alqueva  Al que vas? Nos Vamos às estrelas mas antes há um copo que nos espera no simpático  "Sabores da Estrela" com o Chico Palma, velho amigo do Zé. Ainda antes de entrar encontro o João Candeias, que está de saída. Lá dentro,à mesa conhecemos a dona, Maria José,velha amiga do Chico e um encanto de pessoa. Refrescamo-nos  com gelo aromatizado a whisky e vamos tomar um banho à lagoa e fazer as tendas

Tss tss, José quel langage! Nota-se que a tenda está velha e um pouco torta, mais quand-même c'est pas sa faute. Faut pas l' insulter comme ça!!


Bon, finalement ça marche! Vamos ao banho

Ah, que sopa! se tropeço lá vai a máquina pró galheiro

Anoitece,vamos jantar a Mourão com o Chico Palma e sus muchachos, telefono ao coronel Candeias, que logo aparece, copos do rijo Amareleja e já tudo se preparava para uma ramboiada pagã numa alegre "hospedaria internacional" em Vilanova Del Fresno, de  que estas gentes de Mourão são assíduas clientes, quando o Zé,imbuído de puritanos escrúpulos, decide voltar para o acampamento

Belo lago este. Numa viagem anterior com o Zé e o Luís Amaral passamos dias navegando com um pequeno barco e acampando nas ilhas. Por vezes,com a vastidão solitária e o calor intenso que fazia reverberar o horizonte tinha a sensação de estar na "África minha". Os castelos (de Mourão e de Monsaraz) que apareciam por vezes lá longe davam uma tonalidade onírica e fantástica. Como tudo está perto, como tudo
 está longe...

E não é a lua, não senhor. Mas podia ser! Que isto da realidade é na realidade uma questão de fé.

Um segredo do Zé. Foi ele que me levou a visitar esta pequena capela Templária, como pouco depois o levaria eu a visitar o Castelo da Juromenha

E como é bom, por vezes,  um contacto directo com os indigenas!

O cromeleque de Monsaraz,mesmo junto ao Mosteiro. Prometi voltar numa noite de Lua Cheia, dançar com druidas e feiticeiras, falar com as estrelas, tentar a minha sorte nas esferas invisíveis. Eu, Moi. O Zé ne de não! Não era nada destes devaneios mas lá me ia ouvindo com a sua característica e condescendente bonomia!
 
Do alto da Juromenha

Espraia-se o Alqueva

Le Château de Juromenha. Ocupação que vem da época dos romanos devido à posição estratégica. Há uma história edificante, quando foi reconstruída no Séc. XVII,por um arquitecto francês, de seu nome Nicolau de Langres, que se passou para os espanhóis e comandou pessoalmente o ataque que tomou o castelo. Será que já os Tugas da altura lhe tinham pago com títulos do tesouro? Apaixonante enigma histórico...

O vosso simpático cicerone numa das seus raros não auto-retratos.Embora tudo esteja com ar abandonado, vê-se, pela fachada ao fundo que já houve inícios de reconstrução.

E aqui me imaginei injustiçado prisioneiro, Conde de Monte Juromenha, arquitectando fugas e vinganças

Do outro lado terras de Espanha. Lembro-me de quando aqui o Guadiana corria num profundo desfiladeiro

Pormenor do tecto cuja simbologia me escapa. Alguém sabe?

A igreja. Achei aqui um buraco que me levou a outro na muralha donde tinha uma bela vista. Entretanto o Zé desapareceu! ou fui eu que desapareci no buraco? Tudo depende do ponto de vista!!

O Buraco em todo o seu esplendor

1 comentário:

Maria José disse...

Eu quero enviar um comentário, não posso deixar de o fazer, depois de passar por este buraco/janela/passagem para o mundo das estórias de encantar.
Transponho a muralha e vejo calmos fins de tarde onde a vista se alonga por paisagens magnificas, locais onde cada recanto é um sítio a explorar e o calor dos encontros traz a festa da autenticidade...

É o que, por vezes, me falta nesta cidade construida ao milimetro, sem espaço para sonhar, ou re-inventar o sonho... por isso me soube tão bem este passeio por dentro do que viveram e saborearam...
Teresa e Carlos: estou pronta para o próximo tour!
Xau La de Ou Mun
Jaia